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Moçambique: Antigos polícias treinaram extremistas

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Mocímboa da Praia, em Moçambique, a 7 de Março de 2018. ADRIEN BARBIER / AFP
Antigos membros da Polícia da República de Moçambique são acusados de treinar membros de células radicais islâmicas que operam na província de Cabo Delgado, no Norte do país.
Estes são dados revelados num estudo realizado pela Fundação MASC e divulgado em Maputo.

Condiçoes sociais degradantes, pobreza extrema, desemprego são, de acordo com um estudo realizado pela organizaçao não governamental Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil MASC,alguns factores que motivam o surgimento de células terroristas e a radicalização dos jovens islâmicos na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.

E, revela ainda o estudo, que os radicais estão estruturados em células e recrutados nas mesquitas entre os jovens locais e treinados em campos no interior do país por operacionais ligados aos grupos extremistas do centro e norte de África e por antigos membros da polícia da república de Moçambique . Saide Habibe é Co-autor do estudo.

E são internas, conclui o estudo, as fontes de financiamento das operações dos grupos radicais islâmicos que chegam a atingir os cerca de três milhões de euros semanais com o tráfico de madeira e 30 milhões de euros anuais com o contrabando de pedras preciosas; operações facilitadas por algumas elites moçambicanas e da Tanzânia e ainda por redes de contrabandistas chinesas e vietnamitas.

Confira aqui a reportagem de Orfeu Lisboa em Maputo.

Correspondência de Moçambique 22/05/2018 ouvir