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França: Serviços médicos de socorro em xeque

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Naomi Musenga, de 22 anos faleceu a 29 de Dezembro de 2017. DR.

Em França a ministra da saúde Agnès Buzyn recebia hoje representantes dos médicos das urgências. E isto alguns dias após terem vindo a público acusações de suposto mau funcionamento dos serviços telefónicos das urgências médicas após a morte em Estrasburgo em Dezembro passado de uma paciente que acabou por morrer após ter ligado para o número em causa.


O porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, anunciou neste domingo querer acelerar a implementação de um número telefónico único para as urgências médicas.

Declarações que ocorrem após a morte em Estrasburgo, leste da França, a 29 de Dezembro  de Naomi Musenga.

Esta francesa de origem congolesa de 22 anos ligou nessa data para os socorros queixando-se de dores em todo o corpo, designadamente na barriga.

A telefonista disse-lhe que lhe competia exclusivamente a ela ligar para outro serviço médico.

Reagindo ao facto de que a queixosa dizia que "ia morrer" a operadora disse-lhe que toda a gente acaba por morrer.

A gravação do telefonema em causa só foi divulgado na semana passada. A família de Musenga apresentou queixa contra os hospitais de Estrasburgo por recusa de assistência a uma pessoa em perigo e por porem em perigo a vida de outrém.

Erro humano ou carência do sistema ? O drama trouxe à tona o funcionamento dos serviços de ajuda médica de urgência que tratam anualmente 30 milhões de telefonemas do género.

Agentes destes serviços em Estrasburgo acabaram também por apresentar queixa por agressões verbais sofridas no rescaldo da emoção nacional que o caso suscitou.

A telefonista em causa foi provisoriamente suspensa.